Ainda o engenheiro do tenta
Obviamente que não é obrigatório que o primeiro-ministro tenha grau académico, nem sequer se exige que seja - ou não - licenciado. Só em Portugal é que ainda se usa destes preconceitos, num país em que se chamam "senhores engenheiros" aos avaliadores de cartas de condução. Porém, o que está em questão pode ser mais uma vez a mentira na política - porque se na página oficial do Governo se mudou a designação de "Engenheiro" para "licenciado em Engenharia" é porque se reconheceu que se estava a faltar à verdade dos factos. A investigação do "Público" apurou pelo menos indícios de situações pouco claras no que diz respeito ao modo como a licenciatura foi obtida. Por outro lado, verifico com alguma apreensão que também em alguma blogosfera se evite pudicamente falar sobre o conteúdo da notícia - que seria manchete em qualquer jornal de referência do mundo civilizado - e até exista quem expresse muito sintomaticamente a sua tristeza com o facto de o jornal "Público" ter investigado uma história mal contada. Continuamos a viver num país reverente e obrigado que ainda não percebeu muito bem o que representa a liberdade de informação. Etiquetas: O país do respeitinho
Paulo Pinto Mascarenhas
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18:59
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