A política all star
Etiquetas: Política all star
O texto do Henrique Raposo tirou-me as palavras do teclado. A política all star é um bom resumo da triste e mesquinha realidade portuguesa. Vivemos numa pequena aldeia e os pequenos ódios pessoais transformam a política nacional em pequenos ajustes de contas do passado ou em vis demonstrações da mais pequena inveja. É esta triste e mesquinha realidade portuguesa que afasta muitos dos melhores da política activa. Não falo só, neste caso, de algumas reacções ao anúncio da intervenção de amanhã de Paulo Portas. Não falo aliás de Paulo Portas - porque me considero amigo dele e com ele já trabalhei em diversas ocasiões. Qualquer coisa que diga ou escreva será interpretado malevolamente - e aqui incluo os múltiplos escribas com agenda política própria que pululam nos jornais. Alguns deles deveriam olhar para os espelhos que têm lá em casa e lembrar-se do que disseram em anos passados, incluindo os convites que fizeram ou os favores que pediram. Independentemente das características pessoais, parece-me porém óbvio que a política nacional - e a área liberal e conservadora - não está em condições de dispensar protagonistas como Paulo Portas. Como não está em condições de dispensar personalidades como Alexandre Relvas, António Carrapatoso ou António Pires de Lima - só para dar três exemplos que julgo mais significativos. Independentemente das características pessoais, repito. Tudo o resto pertence ao domínio da política all star - e não me merece mais comentários.
Paulo Pinto Mascarenhas
|
14:22
|
4 comments





